Santa Missa : A celebração do Sacrifício Perfeito

domingo, 13 de julho de 2014

O corpo Incorrupto de Santa Bernardette Soubirous

A incorruptibilidade do corpo de Santa Bernadette Soubirous é um dos casos mais assombrosos e estudados pela medicina
Desde 3 de agosto de 1925, o corpo intacto da Santa se encontra exposto numa urna de cristal na capela do convento de Saint-Gildard, na cidade de Nevers, França. A cidade fica na Borgonha, a 260 km ao sul-sudeste de Paris.

O corpo de Santa Bernadette repousa nesta capela desde 3 de agosto de 1925.

Ele está intacto e “como se estivesse petrificado” segundo foi reconhecido pelos médicos juramentados e pelas autoridades civis e religiosas por ocasião das exumações de 1909, 1919 e 1925.

O rosto e as mãos, que escureceram no contato com o ar, foram recobertos com ligeiras camadas de cera, moldadas segundo os modelos recolhidos diretamente.

A posição inclinada para o lado esquerdo foi assumida pelo corpo no túmulo.”

Vejamos, entretanto, o que disseram os médicos responsáveis pelas perícias praticadas sobre o corpo da Santa nas diversas ocasiões mencionadas na inscrição.

Primeira exumação

Em 22 de setembro de 1909, trinta anos após o velório, seu cadáver foi exumado pela primeira vez e o corpo encontrado intacto.

Os Drs. Ch. David e A. Jordan, que conduziram esta primeira exumação, escreveram no relatório da perícia:

O caixão foi aberto na presença do Bispo e do Prefeito de Nevers, seus principais representantes e diversos religiosos. 

“Não notamos nenhum odor. 

“O corpo estava vestido com o Hábito da Ordem a que pertencia Bernadette. O Hábito estava úmido. 

“Apenas a face, mãos e antebraços estavam descobertos.

“A cabeça estava inclinada para a esquerda. A face estava lânguida e branca. A pele estava apegada aos músculos e estes apegados aos ossos. 

“As cavidades oculares estavam cobertas pelas pálpebras [...] 

“Nariz dilatado e enrugado. Boca levemente aberta e se podia ver os dentes no lugar. 

“As mãos, cruzadas sobre o peito, estavam perfeitamente preservadas, bem como suas unhas. As mãos seguravam um terço. Podia se observar as veias no antebraço.

“Os pés estavam enrugados e as unhas intactas.

“Quando o Hábito foi removido e o véu levantado de sua cabeça, pode se observar um corpo rígido, pele esticada [...] 

“Seu cabelo estava com um corte curto e bem preso à cabeça. As orelhas estavam em perfeito estado de conservação [...] 

“O abdome estava esticado, assim como o resto do corpo. Ao ser tocado, tinha um som como de papelão. 

“O joelho direito estava mais largo que o esquerdo. 

“As costelas e músculos se observavam sob a pele [...] 

“O corpo estava tão rígido que podia ser virado para um lado e para o outro [...] 

“Em testemunho de que temos corretamente escrito esta presente declaração, a qual representa a verdade em sua totalidade.

Nevers, 22 de setembro de 1909, Drs. Ch. David, A. Jourdan

Segunda exumação

Em 1919, dez anos depois da primeira exumação, realizou-se uma segunda exumação do corpo de Santa Bernadette, conduzida desta vez pelos Doutores Talon e Comte, com a presença do Bispo da cidade de Nevers, bem como do Delegado de Polícia e representantes da Prefeitura e da Igreja. 
Santa Bernadette em seu velório, abril 1879, Nevers
Santa Bernadette em seu velório, abril 1879, Nevers

A situação encontrada foi exatamente a mesma da primeira exumação.

Eis alguns excertos do relatório final do Dr. Comte, sobre esta segunda perícia:
“Deste exame, concluo que permanece intacto o corpo da Venerável Bernadette, esqueleto completo, músculos atrofiados, mas bem preservados; apenas a pele, que estava enrugada, pelos efeitos da umidade do caixão.[...]

“O corpo não estava em putrefação nem decomposição, o que seria esperado como normal, após quarenta anos de seu sepultamento.

“Nevers, 3 de abril de 1919, Dr. Comte”
erceira exumação

Por fim, a 18 de novembro de 1923, Sua Santidade o Papa Pio XI assinou decreto reconhecendo a heroicidade das virtudes de Bernadette.

Após a beatificação da Santa, foi efetivada uma terceira exumação em 12 de Junho de 1925. O objetivo era a retirada de “relíquias” de seu corpo. A canonização viria oito anos mais tarde, em 1933. 

Sobre esta última exumação, escreveu o Dr. Comte em seu relatório, em termos forenses que por vezes espantam aos leigos, mas que nos permitem medir com exatidão o grau da incorruptibilidade do corpo da vidente de Lourdes:

Santa Bernadette morreu sentada nesta poltrona, museu de St-Gildard, Nevers
Santa Bernadette morreu sentada nesta poltrona, museu de St-Gildard, Nevers
“Eu queria abrir o lado esquerdo do tórax para retirar algumas costelas e então remover o coração, o qual eu tinha certeza que estaria intacto.

“Porém, como o tronco estava levemente apoiado no braço esquerdo, haveria dificuldade em ter acesso ao coração.

“Como a Madre Superiora expressou o desejo de que o coração de Santa Bernadette não fosse retirado, bem como também este era o desejo do Bispo, mudei de ideia de abrir o lado esquerdo do tórax e apenas retirei duas costelas do lado direito, que estavam mais acessíveis.

“O que mais me impressionou durante esta exumação foi o perfeito estado de conservação do esqueleto, tecidos fibrosos, musculatura flexível e firme, ligamentos e pele após quarenta e seis anos de sua morte.

“Após tanto tempo, qualquer organismo morto tenderia a desintegra-se, a se decompor e adquirir uma consistência calcária.

“Contudo, ao cortar, eu percebi uma consistência quase normal e macia.

“Naquele momento, eu fiz esta observação a todos os presentes de que eu não via aquilo como um fenômeno natural.”
 Naquela época foi confeccionada a urna de cristal que guarda o corpo de Santa Bernadette. 

As freiras cobriram seu rosto e as mãos com uma camada fina de cera.
Urna com o corpo de Santa Bernadette em Nevers
A urna se encontra hoje numa bela capela fora da clausura para que possa ser visitada. 

O corpo milagrosamente preservado de Santa Bernadette encoraja os visitantes a imitarem a vida de Santa Bernadette e levarem a sério as mensagens transmitidas pela vidente da Imaculada Conceição. 

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Novena de São Bento


Oração da medalha de São Bento.

A Cruz Sagrada seja a minha luz, não seja o dragão meu guia.
Retira-te, satanás!
Nunca me aconselhes coisas vãs.
É mau o que tu me ofereces, bebe tu mesmo o teu veneno!
Oração para obter qualquer graça.

Oh! glorioso patriarca São Bento, que vos mostrastes sempre compassivo com os necessitados, fazei que também nós, recorrendo à vossa poderosa intercessão, obtenhamos auxilio em todas as nossas aflições.
Que nas famílias reine a paz e a tranqüilidade; se afastem todas as desgraças, tanto corporais como espirituais, especialmente o pecado.
Alcançai do Senhor a graça que vos suplicamos; obtendo-nos finalmente que, ao terminar nossa vida neste vale de lágrimas, possamos ir louvar a Deus convosco no Paraíso.
Rogai por nós, glorioso patriarca São Bento, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Oração Conclusiva.

Oh! Deus, que fizestes o abade São Bento preclavo mestre na escola do Vosso serviço, concedei que, nada preferindo ao Vosso Amor, corramos de coração dilatado no caminho dos Vossos Mandamentos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do espírito Santo. Amém.

Primeiro Dia

1.Oração da medalha de São Bento.
2. Oração para obter qualquer graça.
3. Palavra de Deus
Seguir a Jesus é comprometer-se.
"Ao passar pela beira do mar da Galiléia, Jesus viu Simão e seu irmão André; estavam jogando a rede ao mar, pois eram pescadores.
Jesus disse para eles: "Sigam-Me, e Eu farei vocês se tornarem pescadores de homens."
Eles imediatamente deixaram as redes e seguiram a Jesus"(Mc.1,16-18).
4. Reflexão
O chamado dos primeiros discípulos é um convite aberto a todos os que ouvem as palavra de Jesus.
Simão e André deixam a profissão.
Seguir a Jesus implica deixar as seguranças que possam impedir o compromisso com uma ação transformadora.
5. Ladainha de São Bento
6. Conhecendo a Regra de São Bento.
O primeiro grau da humildade é a pronta obediência.
É peculiar àqueles que nada amam acima de Cristo.(...)
Esta mesma obediência somente será digna da aceitação de Deus e suave para os homens, se a ordem for executada sem delongas, sem hesitações, sem morosidade, sem murmuração ou qualquer palavra de resistência.(...)
Se o discípulo obedecer de má vontade e se murmurar, ainda que não o faça com a boca, mas só no coração, ainda que cumpra a ordem recebida, sua obra não será agradável a Deus, que vê o intimo dos corações; e, longe de obter alguma graça por tal ação, incorrerá na pena dos murmuradores, se não fizer reparação e não se corrigir(cap.5, Obediência).
7. Oração Conclusiva.

Segundo Dia

1. Oração da medalha de São Bento.
2. Oração para obter qualquer graça.
3. Palavra de Deus
Jesus rejeita a popularidade fácil.
"De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto.
Simão e seus companheiros foram atrás de Jesus e, quando O encontraram, disseram:
'Todos estão Te procurando.' Jesus respondeu:
"Vamos para outros lugares, às aldeias da redondeza.
Devo pregar também alí, pois foi para isso que Eu vim."
E Jesus andava por toda a Galiléia, pregando nas Sinagogas e expulsando os demônios"(Mc.1,35-39).
4. Reflexão
O deserto é o ponto de partida para a missão.
Aí Jesus encontra o Pai, que envia para salvar os homens.
Mas encontra também a tentação:
Pedro sugere que Jesus aproveite a popularidade conseguida num dia.
É o primeiro diálogo com os discípulos, e já se nota tensão.
5. Ladainha de São Bento
6. Conhecendo a Regra de São Bento.
Quando temos alguma coisa a solicitar aos homens poderosos, nós nos aproximamos com humildade e respeito.
Com quanto maior razão devemos apresentar nossas súplicas com toda humildade e pureza de devoção ao Senhor Deus do Universo!
E saibamos que não é pela multiplicidade de palavras que seremos atendidos, e sim pela pureza do coração e a compunção das lágrimas.
A prece deve ser, portanto, curta e pura, salvo se, porventura, venha a prolongar-se por afeto inspirado pela graça Divina.
Mas, em comunidade, que a oração seja curta, e, dado o sinal pelo superior, levantem-se todos ao mesmo tempo (cap.20, da reverência na oração).
7. Oração Conclusiva.

Terceiro Dia

1. Oração da medalha de São Bento.
2. Oração para obter qualquer graça.
3. Palavra de Deus
Jesus e os marginalizados
"Um leproso chegou perto de Jesus e pediu de joelhos:
'Se queres, Tu tens o poder de me purificar.'
Jesus ficou cheio de ira, estendeu a mão, tocou nele e disse:
"Eu quero, fique purificado."
No mesmo instante a lepra desapareceu e o homem ficou purificado.
Então Jesus o mandou logo embora, ameaçando-o severamente:
"Não conte nada para ninguém!
Vá pedir ao Sacerdote para examinar você, e depois ofereça pela sua purificação o sacrifício que Moises ordenou, para que seja um testemunho para eles."
Mas o homem foi embora e começou a pregar muito e a espalhar a notícia.
Por isso, Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ele ficava fora, em lugares desertos.
E de toda parte as pessoas iam procura-LO" (Mc.1,40-45).
4. Reflexão
O leproso era marginalizado, devendo viver fora da cidade, longe do convívio social, por motivos higiênicos e religiosos(Lv.13,45-46).
Jesus fica irado contra uma sociedade que produz a marginalização.
Por isso, o homem curado deve apresentar-se para dar testemunho contra um sistema que não cura, mas só declara quem pode ou não participa da vida social. O marginalizado agora se torna testemunho vivo que anuncia Jesus, Aquele que purifica.
E Jesus está fora da cidade, lugar que se torna o centro de nova relação social: o lugar dos marginalizados é o lugar onde se pode encontrar Jesus.
5. Ladainha de São Bento.
6. Conhecendo a Regra de São Bento.
Durma cada um em uma cama.
Tenham seus leitos de acordo com a profissão do monge, segundo as ordens do abade.
Se for possível, durmam todos no mesmo lugar; se, porém, o grande número não o permitir, durmam dez ou vinte juntamente, tendo com eles monges mais velhos para vigiá-los.
Uma lâmpada iluminará o dormitório, sem interrupção, até o amnhecer.
Os monges dormirão vestidos, cingidos com os cintos ou cordões, mas não terão faca a seu lado, para que não se firam enquanto dormem e sempre estejam prontos, e assim, dado o sinal, levantem-se sem demora, apressem-se mutuamente e antecipem-se no oficio Divino, mas com toda a gravidade e modéstia.
Que os irmãos mais jovens não tenham leitos juntos, mas intercalados com os dos mais velhos.
Levantando-se para o oficio Divino, despertem-se uns aos outros com moderação, a fim de que não tenham desculpa os sonolentos(cap.22, o sono dos monges).
7. Oração Conclusiva.

Quarto Dia

1. Oração da medalha de São Bento.
2. Oração para obter qualquer graça.
3. Palavra de Deus.
Jesus rejeita a hipocrisia social "Jesus saiu de novo para a beira do mar. Toda a multidão ia ao Seu encontro.
E Jesus os ensinava.
Enquanto ia caminhando, Jesus viu Levi, o filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos, e disse para ele:
"Siga-Me." Levi se levantou e O seguiu. Mais tarde, Jesus estava comendo na casa de Levi.
Havia vários cobradores de impostos e pecadores na mesa com Jesus e Seus discípulos; com efeito, eram muitos os que O seguiam.
Alguns doutores da lei, que eram fariseus, viram que Jesus estava comendo com pecadores e cobradores de impostos.
Então eles perguntaram aos discípulos: 'Por que Jesus come e bebe junto com os cobradores de impostos e pecadores?'
Jesus ouviu e respondeu: "As pessoas que têm saúde não precisam de medico, mas só as que estão doentes.
Eu não vim para chamar os justos, e sim os pecadores" (Mc.2,13-17).
4. Reflexão
Os cobradores de impostos eram desprezados e marginalizados porque colaboravam com a dominação romana, cobrando imposto e, em geral, aproveitando para roubar.
Jesus rompe os esquemas sociais que dividem os homens em bons e maus, puros e impuros.
Chamando um cobrador de impostos para ser Seu discípulo, e comendo com os pecadores, Jesus mostra que Sua missão é reunir e salvar aqueles que a sociedade hipócrita rejeita como maus.
5. Ladainha de São Bento.
6. Conhecendo a Regra de São Bento
Zele-se, com grande cuidado, para que este vício da propriedade seja arrancado pela raiz, no mosteiro.
Ninguém ouse dar ou receber coisa alguma sem a autorização do abade, nem possuir algo próprio, absolutamente nada, nem livro, nem tabuinha(de escrever), nem estilete.
Em uma palavra: coisa nenhuma, já que não lhes é lícito ter a seu arbítrio sequer o próprio corpo nem a própria vontade.
Mas devem esperar do pai do mosteiro tudo o de que necessitam.
E não seja lícito a ninguém possuir o que não lhe seja dado pelo abade ou por ele permitido ter.
Seja tudo comum a todos, como está escrito, e que ninguém tenha a ousadia de tornar seu qualquer objeto, nem mesmo por palavras.
Se alguém se deixar levar por tão detestável vício, será advertido a primeira e segunda vez.
Se não se emendar, será submetido à correção(cap.33, se os monges devem ter alguma coisa de próprio).
7. Oração Conclusiva.

Quinto Dia

1. Oração da medalha de São Bento.
2. Oração para obter qualquer graça.
3. Palavra de Deus.
"Num dia de Sábado, Jesus estava passando por uns campos de trigo. Os discípulos iam abrindo caminho, e arrancando as espigas.
Então os fariseus perguntaram a Jesus: 'Vê: por que os teus discípulos estão fazendo o que não é permitido em dia de Sábado?'
Jesus perguntou aos fariseus: "Vocês nunca leram o que Davi e seus companheiros fizeram quando estavam passando necessidade e sentindo fome? Davi entrou na casa de Deus, no tempo em que Abiatar era Sumo Sacerdote, comeu dos pães oferecidos a Deus e os deu também para os seus companheiros.
No entanto só os Sacerdotes podem comer desses Paes."
E jesus acrescentou: "O Sábado foi feito para servir ao homem, e não o homem para servir ao Sábado.
Portanto, o Filho do Homem é Senhor até mesmo no Sábado" (Mc.2,23-28).
4. Reflexão
O centro da obra de Deus é o homem, e cultuar a Deus é fazer o bem ao homem. Não se trata de estreitar ou alargar a lei do Sábado, mas de dar sentido totalmente novo a todas as estruturas e leis que regem as relações entre os homens. Porque só é bom aquilo que faz o homem crescer e ter mais vida.
Toda lei que oprime o homem é lei contra a própria vontade de Deus e deve ser abolida.
5. Ladainha de São Bento.
6. Conhecendo a Regra de São Bento.
Antes de tudo a acima de tudo, deve-se cuidar dos enfermos, que deverão ser servidos como se fossem o Cristo em pessoa.(...)
De seu lado, os doentes considerem que são servidos em honra de Deus e não entristeçam, com exigências supérfluas, os irmãos que os servem.
Contudo, os doentes devem ser suportados com paciência, porque por meio deles adquire-se maior recompensa.
O abade vigie, portanto, com todo o cuidado, para que não sofram nenhuma negligencia.
Haja uma cela separada para os enfermos e, para serví-los, um irmão temente a Deus, diligente e solícito.
O uso dos banhos será conhecido aos doentes todas as vezes que for conveniente, mas aos que estão com saúde, principalmente aos jovens, seja raramente concedido.
A alimentação de carne seja concedida aos doentes e aos que se acham debilitados, mas tão logo se restabeleçam retomarão a abstinência habitual.
Tenha, pois, o abade o Maximo cuidado para que os celeireiros e os enfermeiros nada negligenciem no serviço aos doentes, pois ele é o responsável por todas as faltas em que possam incorrer seus discípulos(cap.36, dos irmãos enfermos).
7. Oração Conclusiva.

Sexto Dia

1. Oração da medalha de São Bento.
2. Oração para obter qualquer graça.
3. Palavra de Deus.
A verdadeira família de Jesus.
"Nisso chegaram a mãe e os irmãos de Jesus; ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo.
Havia uma multidão sentada ao redor de Jesus.
Então lhe disseram: 'Olha, tua mãe e teus irmãos estão aí fora e te procuram.'
Jesus perguntou: "Quem é Minha mãe e Meus irmãos?"
Então Jesus olhou para as pessoas que estavam sentadas ao Seu redor e disse: "Aqui estão Minha mãe e Meus irmãos.
Quem faz a vontade de Deus, esse é Meu irmão, minha irmã e Minha mãe." (Mc.3,31-35).
4. Reflexão
Enquanto a família segundo a carne está "fora", a família segundo o compromisso da fé está "dentro", ao redor de Jesus.
Sua verdadeira família é formada por aqueles que realizam na própria vida a vontade de Deus, que consiste em continuar a missão de Jesus.
5. Ladainha de São Bento.
6. Conhecendo a Regra de São Bento.
Se bem que o homem, já por natureza, seja levado a Compaixão para com estas duas idades, a velhice e a infância, também a autoridade da Regra deve intervir no que lhes diz respeito.
Tenha-se, pois, sempre em vista sua fraqueza, e não se mantenha, em relação a eles, o rigor da Regra no que diz respeito à alimentação;
Mas use-se, em seu favor, condescendência misericordiosa, permitindo que antecipem as horas regulares das refeições (cap.37, dos anciãos e das crianças).
7. Oração Conclusiva.

Sétimo Dia

1. Oração da medalha de São Bento.
2. Oração para obter qualquer graça.
3. Palavra de Deus.
O mistério da missão de Jesus.
"Quando Jesus sozinho, os que estavam com Ele, junto com os doze, perguntaram o que significavam as Parábolas.
Jesus disse para eles: "Para vocês, foi dado o mistério do Reino de Deus; para os que estão fora tudo acontece em parábolas, para que olhem, mas não vejam, escutem, mas não compreendam, para que não se convertam e não sejam perdoados" (Mc.4,10-12).
4. Reflexão
As parábolas são historias que ajudam a ler e compreender toda a missão de Jesus.
Mas é preciso "estar dentro", isto é, seguir a Jesus, para perceber que o Reino de Deus está se aproximando através de Sua ação.
Os que não seguem a Jesus ficam "por fora", e nada podem compreender.
5. Ladainha de São Bento.
6. Conhecendo a Regra de São Bento.
Se em que a vida de um monge deva ser em todo tempo observância da Quaresma, como todavia esta perfeição apenas se encontra em pequeno número, exortamos os irmãos a que conservem vida muito pura durante os dias da Quaresma, e a apagarem, nestes santos dias, todas as negligencias dos outros tempos, o que faremos dignamente, abstendo-nos à oração com lágrimas, à leitura, à compunção do coração e à abstinência.
Acrescentemos, pois, nestes dias, alguma coisa ao nosso encargo habitual: orações particulares, alguma privação no comer e no beber, de forma que cada um, por sua livre vontade, oferece a Deus, na alegria do Espírito Santo, alguma coisa mais do que lhe é ordenado, isto é, mortifique seu corpo no comer, no beber, no sono, na liberdade de falar e na jovialidade, e que espere a Santa Páscoa com a alegria de um desejo todo espiritual.
No entanto, cada um deverá dizer ao seu abade o que deseja oferecer, a fim de que tudo se faça com o seu consentimento e o socorro de suas orações, porque tudo o que se faz sem a permissão do pai espiritual será considerado como presunção e vanglória e não terá recompensa.
Que tudo se faça, pois, com a aprovação do abade (cap.49, da observância da Quaresma).
7. Oração Conclusiva.

Oitavo Dia

1. Oração da medalha de São Bento.
2. Oração para obter qualquer graça.
3. Palavra de Deus.
O escândalo da encarnação
"Jesus foi para Nazaré, sua terra, e Seus discípulos o acompanharam.
Quando chegou o Sábado, Jesus começou a ensinar na sinagoga.
Muitos que O escutavam ficavam admirados e diziam:
'De onde vem tudo isso? Onde foi que arranjou tanta sabedoria?
E esses milagres que são realizados pelas mãos d'Ele? Esse homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? E suas irmãs não moram aqui conosco?'
E ficaram escandalizados por causa de Jesus.
Então Jesus dizia para eles que um Profeta só não é estimado em sua própria pátria, entre seus parentes e em sua família.
E Jesus não pôde fazer milagres em Nazaré. Apenas curou alguns doentes, pondo as mãos sobre eles.
E Jesus ficou admirado com a falta de fé deles" (Mc.6,1-6).
4. Reflexão
Os conterrâneos de Jesus se escandalizam: não querem admitir que alguém como eles possa ter sabedoria superior à dos profissionais e realize ações que indiquem uma presença de Deus.
Para eles, o empecilho para a fé é a encarnação:
Deus feito homem, situado num contexto social.
5. Ladainha de São Bento.
6. Conhecendo a Regra de São Bento.
Ponha-se à porta do mosteiro um ancião prudente que saiba receber e transmitir recado, e cuja maturidade não lhe permita vaguear.
O porteiro deve ficar alojado perto da porta, a fim de que os que chegam encontrem-no sempre presente para os atender.
E, logo que alguém bater ou um pobre chamar, ele respoderá:
'Deo gratias' ou 'Benedicite.'
E, com toda a mansidão oriunda do temor a Deus, responda com presteza e fervorosa caridade.
Se o porteiro necessitar de auxiliar, seja-lhe encaminhado um irmão mais moço.
Se possível, o mosteiro deve ser construído de tal modo, que todas as coisas necessárias, isto é, água, moinho, horta, oficinas e os diversos ofícios, se exerçam dentro do mosteiro, a fim de que não haja necessidade de os monges saírem e andarem fora, o que de nenhum modo convém às suas almas.
Queremos que esta Regra seja freqüentemente lida na comunidade, para que nenhum irmãos se desculpe sob pretexto de ignorância(cap.66, do porteiro dos mosteiros).
7. Oração Conclusiva.

Nono Dia

1. Oração da medalha de São Bento.
2. Oração para obter qualquer graça.
3. Palavra de Deus
A missão dos discípulos "Jesus começou a percorrer as redondezas, ensinando nos povoados.
Chamou os doze discípulos, começou a enviá-los dois a dois e dava-lhes poder sobre os espíritos maus.
Jesus recomendou que não levassem nada pelo caminho, além de um bastão; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura.
Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas.
E Jesus disse ainda: "Quando vocês entrarem numa casa, fiquem aí até partirem.
Se vocês forem mal recebidos num lugar e o povo não escutar vocês, quando saírem sacudam a poeira dos pés como protesto contra eles."
Então os discípulos partiram e pregaram para que as pessoas se convertessem.
Expulsavam muitos demônios e curavam muitos doentes, ungindo-os com óleo"(Mc.6,6b-13).
4. Reflexão
.
Os discípulos são enviados para continuar a missão de Jesus:
Pedir mudança radical da orientação de vida (conversão), desalienar as pessoas (libertar dos demônios), restaurar a vida humana (curas).
Os discípulos devem estar livres, ter bom censo e estar conscientes de que a missão vai provocar choque com os que não querem transformações.
5. Ladainha de São Bento.
6. Conhecendo a Regra de São Bento.
Assim como há um zelo mau, de amargura, que separa de Deus e conduz ao inferno, também existe o zelo bom que afasta dos vícios e conduz a Deus e à vida eterna.
Exerçam, portanto, os monges este zelo com amor fraterno, isto é: antecipem-se uns aos outros em honra e atenções .
Tolerem com grande paciência as enfermidades de outrem, quer corporais, quer espirituais. Obedeçam uns aos outros à porfia.
Nenhum procure aquilo que lhe parece vantajoso para si, mas sim o que for útil para os outros.
Ponham em ação, castamente, a caridade fraterna.
Temam a Deus. Amem a seu abade com afeição humilde e sincera.
Nada, absolutamente nada, anteponham a Cristo, o qual se digne levar-nos, todos juntos, à vida eterna(cap.72, do bom zelo que os monges devem ter).
7. Oração Conclusiva.

domingo, 29 de junho de 2014

Cor Jesu sacratissimum, miserere nobis!

Ato de Consagração ao Sagrado Coração de Jesus

Dulcíssimo Jesus, Redentor do gênero humano, lançai os vossos olhares sobre nós, humildemente prostrados diante de vosso altar. Nós somos e queremos ser vossos; e para que possamos viver mais intimamente unidos a Vós, cada um de nós neste dia se consagra espontaneamente ao vosso Sacratíssimo Coração.
Muitos nunca Vos conheceram; muitos desprezaram os vossos mandamentos e Vos renegaram. Benigníssimo Jesus, tende piedade de uns e de outros e trazei-os todos ao vosso Sagrado Coração.
Senhor, sede o Rei não somente dos fiéis que nunca de Vós se afastaram, mas também dos filhos pródigos que Vos abandonaram; fazei que eles tornem, quanto antes, à casa paterna, para que não pereçam de miséria e de fome.
Sede o Rei dos que vivem iludidos no erro, ou separados de Vós pela discórdia; trazei-os ao porto da verdade e à unidade da fé, a fim de que em breve haja um só rebanho e um só pastor.
Sede o Rei de todos aqueles que estão sepultados nas trevas da idolatria e do islamismo, e não recuseis conduzi-los todos à luz e ao Reino de Deus.
Volvei, enfim, um olhar de misericórdia aos filhos do que foi outrora vosso povo escolhido; desça também sobre eles, num batismo de redenção e vida, aquele sangue que um dia sobre si invocaram.
Senhor, conservai incólume a vossa Igreja, e dai-lhe uma liberdade segura e sem peias; concedei ordem e paz a todos os povos; fazei que de um a outro pólo do mundo, ressoe uma só voz: Louvado seja o Coração divino, que nos trouxe a salvação! A Ele, honra e glória por todos os séculos dos séculos. Amém.
S.S. Pio XI, 11 de dezembro de 1925.

Publicado originalmente em 2010

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Campanha tenta ajudar criança com síndrome rara a conseguir cirurgia

Uma campanha divulgada na internet para ajudar um bebê de dois meses que nasceu com uma síndrome rara está mobilizando milhares de pessoas em todo o país. A família da pequena Sofia da Silva vive em Votorantim (SP), e pede ajuda financeira para conseguir uma viagem até os Estados Unidos, único país onde há a possibilidade da realização da cirurgia que pode reverter o quadro de saúde da menina.
De acordo com o pai, Gilson Gonçalves da Silva, desde o quinto mês de gestação a família descobriu que a criança tinha uma deformidade na bexiga. Algum tempo depois, ela foi diagnosticada com Síndrome de Berdon, uma rara doença que provoca problemas no intestino, na bexiga e no estômago. No caso de Sofia, esses órgãos não funcionam.
O parto da mãe, Patrícia de Lacerda, foi em um hospital de Campinas (SP), onde a menina continua internada. Segundo ela, que já perdeu um filho, um cirurgião explicou que é possível fazer um transplante nos Estados Unidos, mas o custo pode variar entre US$ 200 mil a US$ 600 mil dólares (mais de R$ 1 milhão), fora as despesas da viagem. Diante disso, a família resolveu criar uma campanha na internet. “Esse dinheiro nós não temos, estamos pedindo ajuda da Justiça. Mesmo assim precisamos de ajuda para viajar, pagar passagens e tudo o mais. Quero salvar minha filha e preciso de ajuda”, conta a mãe.
A campanha intitulada "Ajude a Sofia" ganhou força nas redes sociais e mais de 60 mil pessoas já curtiram e compartilharam a página. Por meio de um site o internauta pode se cadastrar e doar o valor que quiser. A doação pode ser paga com cartões de crédito ou por boleto bancário. Até sexta-feira (21), a família havia arrecadado R$ 1 mil.
Sofia já passou por três cirurgias desde que nasceu, mas precisa do atendimento especializado, que só pode ser feito nos Estados Unidos.
A família ainda não tem previsão de quando essa cirurgia poderá ser marcada, mas segundo a mãe a esperança tem sido companhia diária na tentativa de aliviar a dor. “É muito difícil ver sua filha internada e sabendo que corre risco de morte. Mas até onde tivermos forças vamos tentar nos unir para conseguir a cirurgia”, conclui.
Segundo a família, cirurgia pode ser feita nos Estados Unidos (Foto: Divulgação / Campanha 'Ajude a Sofia')

domingo, 15 de junho de 2014

a Inquisição

Por muito tempo instaurou-se na sociedade a idéia fantasiosa de que a Igreja cometeu atos abomináveis em nome da justiça divina, torturas, fogueiras, etc etc. Em 1998 João Paulo II autorizou a abertura dos arquivos secretos da Congregatio pro Doctrina Fide (antigo Santo Oficio) onde se encontra a maior base documental sobre a Inquisição (fonte primária). O estudo desses documentos culminou com um Simpósio Internacional de Historiadores chamado “A Inquisição”, presidido por ninguém menos que Rino Camillieri. 
  
Em discurso do Papa aos cientistas participantes no simpósio sobre “a Inquisição” João Paulo II afirma: “O argumento sobre o qual vos detivestes requer, como é fácil intuir, atento discernimento e notável conhecimento da história.” 
  
Nesse sentido devemos, portanto desconstruir a idéia errada de considerar todos os tribunais medievais simplesmente como “Inquisição”. Devemos distinguir que havia na verdade Tribunal Civil, Tribunal Eclesiástico e Tribunal Protestante. Somente o Tribunal Eclesiástico respondia pela Igreja Católica. 
  
De principio vou me ater ao tribunal Eclesiástico e Civil para depois expor o que se passou pelos Tribunais Protestantes. 
  
Parte I – Posicionamento da Igreja Católica frente as praticas comuns ao Direito Civil: 
  
No livro “A Inquisição em seu mundo” de João Bernardino Gonzaga. Lemos o seguinte: 
  
Conforme atestam inúmeros documentos, a antiga Igreja sempre foi radicalmente hostil à utilização de violências nas investigações criminais. Muito citada é a carta que o papa Nicolau I escreveu, no ano. 866, a Bóris, príncipe da Bulgária: 
  
"Eu sei que, após haver capturado um ladrão, vós o exasperais com torturas, até que ele confesse, mas nenhuma lei divina ou humana poderia permiti-lo. A confissão deve ser espontânea, não arrancada"; e advertiu: "Se o paciente se confessa culpado sem o ser, sobre quem recairá o pecado?" 
  
Eis portanto a repulsa da Igreja – acusada injustamente – frente a tortura. Continuando, se fosse usado algum artifício e tortura temos que ela não deveria pôr em perigo a vida e a integridade fisica do paciente; vedada era a efusão de sangue; um médico devia estar presente; somente podia ser aplicada uma vez, jamais reiterada; a confissão por meio dela obtida apenas valeria se depois livremente confirmada. Condições muito mais suaves, portanto, do que as vigorantes na Justiça secular. 
  
Ainda nesse sentido, uma distinção clara entre os tribunais civis e eclesiástico é vista em relação ao ordálio. 
  
O ordálio era uma prática comum empregada pelo tribunal civil. Na época vigorava o chamado "sistema acusatório", reduzindo-se o julgamento a um confronto, em termos de rigorosa igualdade, entre dois particulares, nobres ou homens livres. Não se formara a noção do interesse público em punir os crimes. Conseguintement e, o direito de acusação somente pertencia à pessoa lesada, ou, se esta houvesse morrido, à sua linhagem. Sem a presença de uma vítima, queixando-se, não era possível instaurar o pleito. 
  
O procedimento era público, oral e formalista. No dia fixado, as partes compareciam pessoalmente perante a assembléia formada pelos seus pares, sob a presidência do senhor feudal ou de um seu representante. O autor apresentava sua queixa de viva voz, através de rígidas fórmulas tradicionais, sem cometer nenhuma falha que permitisse ao adversário proclamar nula a demanda. Em seguida, competia ao acusado responder de imediato, uma vez que o silêncio equivalia a uma confissão. A defesa tinha de consistir em negações exatamente ajustadas aos termos da acusação, refutando-a palavra por palavra, de verbo ad verbum. 
  
Os litigantes deviam também prestar o juramento de que diziam a verdade, sempre que possível acompanhados de pessoas de bem, que endossassem suas posições. Eram os conjuratores. A prova testemunhal, caso existisse, era igualmente formalista: as testemunhas depunham oralmente, diante das partes e da assembléia, li mitando-se a pronunciar certas fórmulas indicativas de que a razão estava com este ou aquele contendor. Mais do que o conteúdo das suas declarações, o que importava era apenas o número de testemunhas concordes. As regras indicavam quantos depoimentos bastavam para que se desse como provado certo fato. 
  
Na hipótese de os juramentos não serem aceitos e de inexistirem testemunhas suficientes, restavam dois outros expedientes, oriundos do antigo Direito germânico: o duelo e os "Juízos de Deus" ou ordálios. Ambos se baseavam na mesma crença, de um Deus sempre presente no mundo, a interferir nos negócios humanos. Provocava-se pois a intervenção divina, para que apontasse o culpado e não permitisse a condenação de um inocente. 
  
No duelo, batiam-se acusador e acusado, reconhecendo-se razão àquele que vencesse. Não deixava de haver aí alguma perspicácia: esperava-se que o mentiroso, sabedor da própria culpa, que Deus também conhecia, lutas se com menor ardor, mais facilmente sendo derrotado. 
  
Finalmente, se por qualquer motivo não conviesse o duelo, recorria-se aos ordálios. Se o acusado insistisse na sua inocência, era ele (e às vezes também suas testemunhas) submetido a alguma prova que ensejasse a Deus a revelação da verdade. Os métodos variaram muito, mas em regra consistiram na "prova do fogo" ou na "prova da água".Por exemplo, o réu devia transportar com as mãos nuas, por determinada distância, uma barra de ferro incandescente. Enfaixavam depois as feridas e deixavam transcorrer certo número de dias. Findo o prazo, se as queimaduras houvessem desaparecido, considerava-se inocente o acusado; se se apresentassem infeccionadas, isso demonstrava a sua culpa. Equivalentemente ocorria na "prova da água", em que o réu devia por exemplo submergir, durante o tempo fixado, seu braço numa caldeira cheia de água fervente. A expectativa dos julgadores era de que o culpado, acreditando no o rdálio e por temor a suas conseqüências, preferisse desde logo confessar a própria responsabilidade, dispensando o doloroso teste. 
  
Se o imputado fosse nobre de muito alto nível, um príncipe, um conde, era-lhe permitido indicar algum subordinado seu para participar dessas provas. 
  
Graças todavia à firme oposição da Igreja, a utilização dos ordálios foi declinando, para praticamente desaparecer no século XIV. 
  
Parte II – Por que a Igreja perseguia os hereges? 
  
Como advertira São Tomás de Aquino, os hereges são como os delinqüentes que passam moeda falsa. O herege procura ser sempre astuto, não revela o seu desvio, e este se torna geralmente difícil de descobrir, porque escondido no íntimo da pessoa. Imperioso era pois a Justiça obter a confissão. 
Difícil se torna para nós hoje decidir retroativamente, dentro da formação mental daquela época, como caberia ao dever de caridade resolver este dilema: deixar o herege impune, para que continuasse a disseminar o mal, e, com essa omissão, arriscar-se a perder incontáveis cristãos; ou extorquir-lhe pela força o reconhecimento do seu crime, a fim de tentar corrigi-lo, e, se isso não fosse possível, eliminá-lo para o bem do povo. 
  
Somente a Igreja, jamais o juiz leigo, possui competência para dizer se determinada doutrina é ou não herética. De conseguint e, o julgamento do caso lhe havia forçosamente de caber. Afirmada então por ela a existência do crime, o culpado passava ao tribunal comum, para receber os castigos previstos na legislação estatal. 
  
A Igreja também reivindicou sempre a sua autoridade exclusiva para conhecer de acusações envolvendo clérigos, tanto nos crimes religiosos como nos comuns. Referem os historiadores que muitos bandidos, por isso, se faziam tonsurar, a fim de escaparem da Justiça laica, muito mais severa, e passarem à alçada da religiosa, de maior brandura. 
  
Sempre que pôde, a Justiça canônica pretendeu também que fossem deixados a seu cargo vários crimes praticados por leigos, principalmente aqueles que atingiam a Igreja ou a fé e alguns de natureza mista, que a interessavam maiormente; ou seja, certos atos que, ademais de ilícitos, constituíam grave pecado: delitos carnais em geral, usura, etc. 
Muito encontradiça foi também esta solução: o tribunal eclesiástico fazia o processo e proferia a condenação, impondo ao réu uma sanção espiritual ; e o transferia a seguir à Justiça do Estado, para que esta aplicasse, em acréscimo, as próprias penas. Tal sucedia, por exemplo, nas hipóteses em que o crime merecia a pena de morte, inexistente no arsenal repressivo da Igreja. Sendo o réu um clérigo, podia-se recorrer a fácil artifício: primeiro, a Justiça eclesiástica lhe impunha a degradação, fazendo-o retornar à condição de leigo, com o que se via livre para o encaminhar depois às autoridades civis. 
  
Em Portugal, as Ordenações Filipinas foram explícitas nesse sentido, dizendo no Livro V, Título I: "O conhecimento do crime de heresia pertence principalmente aos Juizes Ecclesiasticos. E porque elles não podem fazer as execuções nos condenados no dito crime, por serem de sangue, quando condenarem alguns herejes,os devem remetter a Nós com as sentenças que contra elles derem, para os nossos Desembargadores as verem; aos quaes mandamos, que as cumpram, punindo os herejes condenados, como per Direito devem". 

Parte III – Os cátaros – hereges: 
  
Não se pode falar de Inquisição sem mencionar o maior povo heretico da idade média... 
  
Os cátaros impugnavam o casamento, e para eles o fruto proibido, no paraíso terrestre, fora justamente o seu uso. A propagação do gênero humano constitui obra diabólica, ou seja, do deus mau, a mulher grávida possui o demônio no corpo. Pregava-se, em conseqüência, a abstenção da convivência entre os sexos, para as pessoas chegarem ao estado de perfeita pureza; mas, sendo evidentemente difícil a perseverança na perfeição, preveniam-se as defecções por meio de freqüentes assassínios, a chamada "endura". 
  
Há quem calcule que essa prática haja vitimado mais cátaros do que toda a repressão inquisitorial contra eles exercida. 
  
As novas crenças passaram assim a minar a Igreja e o Estado, mormente a do catarismo, que muito se expandia, investindo contra os Poderes civil e religioso. A Igreja, durante bastante tempo e fiel à sua tradição, procurou manter-se à margem das violências, restringindo-se aos meios suasórios, de catequese, e recomendava compaixão para com os culpados, enquanto as autoridades leigas se mostravam crescentemente inquietas. 
  
Na Inglaterra, não houve meias medidas: quando um grupo de cátaros lá desembarcou em 1160, foram todos logo presos, marcados a ferro incandescente e expulsos da ilha. Sumariamente afastou-se pois o problema, de tal sorte que, nesse país, inexistiram tribunais de Inquisição durante toda a Idade Média. 
Parte IV – Erros comuns. A importância do revisionismo histórico: 
  
Essa parte visa instigar-lhes o espirito crítico pois grande parte dos absurdos que se acredita hoje em dia nasce da propaganda feita pelos maus professores de historia. Imparciais e cultivadores do odio em relação a Santa Sé. 
  
Crise da idade média: 
  
Vamos começar pela "Pasteurella pestis" - Uma bactéria que matava em pouco tempo e que se espalhou rapidamente. 
Principais sintomas - Febre, mal-estar e bulbos (bolhas) de sangue e pus espalhavam-se pelo corpo do doente, principalmente nas axilas e virilhas. Como os conhecimentos médicos eram pouco desenvolvidos, a morte era certa. 
A doença que ela provocava logo levou a uma pandemia e recebeu o nome de Peste Negra. A conseqüência de sua entrada na Europa foi simplesmente devastadora: a morte de cerca de 34 milhões de pessoas, ou seja, um terço da população do continente.Como poderia então a Inquisição ter matado 75-100 milhões de pessoas? Alguns historiadores afirmam que estes números são estimados e acreditam veementemente neles. - inclusive na epoca de escola fui instruido assim. 
  
Vejamos... Matemática simples: 
  
1/3 = 34 milhões logo 3/3 (ou seja, o total) = 102 milhões 
Teoricamente Peste e Inquisição teriam matado juntas 34+(75+100)/2 (para se calcular a média) = 121,5 milhões de pessoas! Sem contar a fome e os demais problemas decorrentes da crise medieval!!! 
  
Ou seja, uma mentira sem tamanho já que, repito, a população européia era estimada em 102 milhões nesses séculos. 
  
Continuam os erros matemáticos... 
  
1186 - A "Santa Inquisição" é estabelecida no Concílio de Verona" – muitos afirmam isso. ERRADO! 
  
Inquisição foi estabelecida pelo Pa pa Gregório IX no ano de 1231 e durou no máximo até o século XVI quando foi substituída pelo Santo Ofício.
Só ai já são 45 anos de erro. 
Não vou nem comentar aqueles que falam sobre a Inquisição ter durado 1200 anos afinal de contas, eles estariam fazendo a conta das mortes que a Inquisição fará até o ano de 2386!!!! (1186+1200=2386). 
  
Agora supondo que a Inquisição tenha matado de fato 75-100 milhões de pessoas: 
  
Tendo em vista ela ter durado corretamente do ano de sua fundação (1231) até o século XVI, aproximados 400 anos (jogando pra cima para não se dizer estar sendo reduzido o tempo de sua duração) temos exatos 146 mil dias (365x400). 
  
São, portanto 146 mil dias para se matar um total de 100 milhões de pessoas. Façamos essa conta: 
  
100000000/146000 = 684,93151Exato, a Inquisição matava em média 684,93151 pessoas por dia!!!! 
  
Usando-se agora a média de mortes (100000000+75000000/2 = 87500000): 
  
8 7500000/146000 = 599,31507!!! 
Ainda assim um número Absurdo!!!! Não? 
  
Parte V – O Tribunal eclesiástico e os tribunais protestantes e civis: 
  
Muita calúnia se espalhou pelos protestantes a troco de uma falsa evangelização, objetos de torturas imaginários, que hoje sabe-se, nunca foram usados, como a “iron maiden”, eram citados dramaticamente pelos embusteiros da fé, como ferramentas da Igreja. Hoje sabemos que eram apenas calúnias de quem queria esconder algo terrível. 
  
É muito fácil, mas injusto, condenar com os critérios de hoje os acontecimentos de então, diante da ignorância da época, da supertição, da carga psicológica e do influxo bíblico. 
  
Enquanto o tribunal católico e os juízes civis, absolveram muitos dos acusados de bruxaria, tome-se como exemplo: Galileu e Casanova, o protestantismo em muitos países, não deixou viver um suspeito sequer, ensandecidos e ávidos por verem as labaredas devorarem a carne trêmula de seus condenados sem julgame nto, bradavam versículos bíblicos ensandecidos, como de preferência o Êxodo (22,17), "Não deixarás viver a feiticeira". 
  
Já no início, as posições de Lutero, contra os anabatistas, causaram a morte de milhares de pessoas... Calvino, pai dos presbiterianos, mandou queimar o espanhol Miguel Servet Grizar (médico descobridor da circulação do sangue); Um só perseguidor protestante, de bruxas na Alemanha, Nichólas Romy, considerado grande especialista e que escreveu um longo tratado sobre bruxaria, teve sobre sua consciência a morte de 900 pessoas. 
  
Diferente dos tribunais católicos e civis – já expostos mais acima – entre os protestantes parecia haver uma disputa por ceifar mais vidas. Benedict Carpzov perdia a compostura contra a bruxaria, que considerava merecedora de torturas três vezes intensificadas com respeito a outros crimes, e cinco vezes punível com pena de morte, luterano fanático, num record, assinou sentença de morte contra 20.000 bruxas. Carpzov, entre outros textos bíblicos (Lv 19,31; 20,6.27; Dt 12,1-5; I Sm 27...), citava também o Êxodo (22,17); "Não deixarás viver a feiticeira". 
  
A soberba era tamanha, o protestante Teodoro Bessa, em 1554, pediu o uso da força pública contra os católicos pelo simples ódio da Igreja. A perseguição contra os católicos, na Inglaterra e na Irlanda, foi dominada pela mais escancarada intolerância religiosa. Ainda a pouco tempo as falsas perseguições que terminaram por causar o domingo sangrento foram reveladas. 
  
João Calvino, governou com mão-de-ferro, transformou Genebra numa oligarquia religiosa, proibiu os moradores de praticar hábitos como dançar, jogar, ir ao teatro etc. Durante os quatro primeiros anos de governo houve nada menos, nada mais do que cinqüenta e oito execuções. Segundo Preserved Smith, houve mais casos de vício em Genebra depois da reforma do que antes. 
  
A frase abaixo de Bommberg, indica as linhas gerais dos procedimentos civis e protestantes: 
  
“Um juiz francês (poder civil) alardeava de ter queimado oitocentas mulheres em 16 anos de magistratura. Queimaram-se 600 pessoas, durante a administração de um bispo protestante em Bamberga. A caça as bruxas liderada pelas igrejas protestantes tomaram a Grã-Bretanha e a Alemanha. Na Genebra protestante foram queimadas 500 pessoas no ano 1615. Em Tréveris (quase exclusivamente poder civil) se informou da queima de umas 7.000 pessoas durante um período de vários anos”. 
  
Na Grenoble católica, o poder civil — não o tribunal católico — condenou à morte 167 pessoas acusadas de bruxaria, entre os anos 1427 e 1447. Mas na Saxônia protestante só num dia do ano de mil quinhentos e oitenta e nove se queimaram 133 bruxos. No pequeno cantão suíço de Vaud, os protestantes, em 10 anos — de 1591 a 1600 —, mataram 311 bruxos, e na Baviera uns 2.000 do ano 1500 ao 1756. 
  
Foram terríveis os genocídios causados pelos protestantes na Alemanha. A então Alemanha estava dividida em mais de trezentas circunscrições, cada uma delas com seu próprio Supremo Tribunal civil e seu Direito particular. A perseguição às bruxas a severidade dos castigos dependiam geralmente dos respectivos senhores de cada região, que governavam com muita independência e poder quase absoluto. 
  
Dentro de cada região, havia oscilações pendulares inclusive extremas, segundo os critérios subjetivos do mesmo senhor e segundo os conceitos das diversas sucessões no poder através dos anos e dos séculos. Daí a dificuldade em se calcular o número de pessoas condenadas à fogueira e à forca na Alemanha. Mas das crônicas e processos regionais que chegaram até nós cabe deduzir que as vítimas se contaram por milhares. Gardner calcula nove milhões. Morrow simplesmente diz que foram milhões. É deveras dificultoso termos acesso aos do cumentos ocultos pelos próprios protestantes. 
  
W. A. Schoeder, contemporâneo aos fatos, anotou que nas localidades de Bamberg e Zeil, entre 1625 e 1630, (cinco anos) se realizaram nada menos que 900 processos de bruxaria. Deles (numa exceção), 236 terminaram com condenação à morte na fogueira. Só num ano, 1617, em Wurzburgo, foram queimadas 300 bruxas; em total nesta região as atas apresentam l.200 condenações à morte. 
  
Em 20 anos, de 1615 à 1635, em Estrasburgo, houve 5.000 queimas de bruxas. 
Em cidades pequenas como a imperial Offenburg, que só tinha entre dois e três mil habitantes, se desenvolveram acérrimas perseguições às bruxas durante três decênios, e em só dois anos, segundo as atas, foram queimadas 79 pessoas. 
  
Na Suíça, quando protestante, os casos de condenação de bruxas descritos nas crônicas conservadas chegam a 5.417. Nos Alpes Austríacos, as mortes chegaram ao menos a 5.000. 
Na Inglaterra destacava-se o protestante Mathew Hopkins que se autodenominava "descobridor geral de bruxas". Parece que era um sádico encoberto. Quando encontrava uma mulher que excitava seus instintos sexuais anormais, obrigava-a a despir-se na sua presença e começava a fincar, com uma agulha, as diversas partes do corpo dela (assim se procuravam áreas insensíveis, o que seria sinal de possessão demoníaca). Mas... ele mesmo diante de outros fanáticos protestantes, foi acusado de possuir estranhos poderes. Submetido às provas de bruxaria que empregara, foi condenado e morto. 
  
Na Inglaterra não era necessário aplicar torturas — às vezes se deram! — porque a condenação freqüentemente era sentenciada sem necessidade de confissão por parte do acusado. 
  
Em 1562 a rainha Elizabeth, e a versão definitiva do Witch Act ou lei contra os bruxos de Jacques I em 1604, condenavam à morte a pessoa que tivesse feito qualquer male fício pretendendo acabar com a vida ou danar o corpo de alguém. Mesmo que não se percebesse efeito nenhum do malefício! Esta lei se manteve em vigor na Constituição até 1736. 
  
No ano 1670, na Suécia, houve um processo deplorável: Como conseqüência das declarações, arrancadas pelas interrogações feitas pelos teólogos protestantes, foram queimadas 70 mulheres, açoitadas mais 56, queimadas 15 crianças que já tinham chegado aos 16 anos e outras 40 foram açoitadas. E pensar que são esses hoje, que acusam a Igreja de ter “matado inocentes”. 
  
Na Alemanha protestante, o poder civil condenou Anna Maria Schwugelin. Foi decapitada como bruxa em 1759. 
  
No dia dezoito de junho de mil setecentos e oitenta e dois, o governo protestante ainda decapitou uma bruxa na Suíça. 
  
Após assomar-nos à realidade espantosa da bruxomania entre os civis e protestantes, é de todo ridículo que se inflamem os ânimos de protestantes surpresos, de certos “historiadores” e de falsos “professores” mal intencionados, contra a transparência da Igreja Católica, a única a reconhecer a ignorância e os erros de alguns filhos seus no passado. 
  
E em Roma, onde evidentemente o influxo da Igreja Católica era maior, só se deram duas mortes pelo delito de bruxaria. Essa condenação à morte foi pedida pelo papa João XXII (1316-1334). E não por motivos religiosos. Antes do nascimento da revolta protestante. Mandou queimar o bispo da sua cidade, Cahors, e enforcar seu médico porque supunha que estes dois homens tentaram tirar-lhe a vida por meio da magia. Naquele ambiente da época, o próprio papa viveu toda a sua vida escravizado pelo pânico supersticioso dos feitiços.Após o nascimento da revolta protest ante, enquanto em outras cidades morriam queimadas ou enforcadas milhares e até milhões de "bruxas" pelos protestantes, nenhuma execução por este motivo se realizou em Roma. 
  
Uma instrução da Câmara Apostólica, de 1657 — então os processos de bruxaria somente se realizavam nos tribunais civis —, apresenta a advertência da Inquisição: "A Santa Inquisição confessa que os processos são longos para serem instruídos regularmente; ela censura os juizes pelas vexações, encarceramentos injustos, torturas. Muitos têm-se mostrado demasiado cruéis encarcerando pela mínima suspeita e têm aplicado a tortura apesar do malefício não ter sido provado". 
  
Parte VI – A Inquisição Protestante por localidade: 
  
Foi demonstrado de principio a postura da Igreja com o tribunal eclesiástico. Seu posicionamento brando e piedoso. Em seguida foi exposta a gritante diferença existente entre o primeiro e o tribunal civil e protestante. 
  
Agora seguem alguns casos que merecem destaque. Demostrar-se-á a Inquisição Protestante por localidade: 
  
1- Alemanha: 
  
Em Augsburgo, em 1528, cerca de 170 anabatistas foram aprisionados por ordem do Poder Público. Muitos foram queimados vivos; outros foram marcados com ferro em brasa nas bochechas ou tiveram a língua cortada. Em 1537, o Conselho Municipal publicou um decreto que proibia o culto católico e estabelecia o prazo de oito dias para que os católicos abandonassem a cidade. 
Ao término desse prazo, soldados passaram a perseguir os que não aceitaram a nova fé. Igrejas e mosteiros foram profanados, imagen s foram derrubadas, altares e o patrimônio artístico e cultural foram saqueados, queimados e destruídos. 
Também em Frankfurt, a lei determinou a total suspensão do culto católico e a estendeu a todos os estados alemães. 
O teólogo protestante Meyfart descreveu uma tortura que ele mesmo presenciou: 
‘Um espanhol e um italiano foram os que sofreram esta bestialidade e brutalidade. Nos países católicos não se condena um assassino, um incestuoso ou um adúltero a mais de uma hora de tortura (sic). Porém, na Alemanha a tortura é mantida por um dia e uma noite inteira; às vezes, até por dois dias; outras vezes, até por quatro dias e, após isto, é novamente iniciada. Esta é uma história exata e horrível, que não pude presenciar sem também me estremecer". 
2- Inglaterra: 
  
Seis monges Cartuxos e o bispo de Rochester foram sumariamente enforcados. 
Na época da imperadora Isabel, cerca de 800 católicos eram assassinados por ano e Jesuítas também foram assassinados ou torturados. 
Um ato do Parlamento inglês, em 1562, decretou que “cada sacerdote romano deve ser pendurado, decapitado e esquartejado; a seguir, deve ser queimado e sua cabeça exposta em um poste em local público”. 
  
3- Irlanda: 
  
Quando Henrique VIII iniciou a perseguição protestante contra os católicos, existiam mais de mil monges dominicanos no país, dos quais apenas dois sobreviveram. 
  
4- Suiça: 
  
O descobridor da circulação do sangue foi queimado em Genebra, por ordem de Calvino. 
No distrito de Thorgau, um missionário zwingliano liderou um bando protestante que saqueou, massacrou e destruiu o mosteiro local, inclusive a biblioteca e o acervo artístico e cu ltural. 
Em Zurique, foi ordenada a retirada de todas as imagens religiosas, relíquias e enfeites das igrejas; até mesmo os órgãos foram proibidos. A catedral ficou vazia, como continua até hoje. Os católicos foram proibidos de ocupar cargos públicos; o comparecimento aos sermões católicos implicava em penas e castigos físicos e, sob a ordem de “severas penas”, era proibido ao povo possuir imagens e quadros religiosos em suas casas. 
Ainda em Zurique, a Missa foi prescrita em 1525. A isto, seguiu-se a queima dos mosteiros e a destruição em massa de templos. Os bispos de Constança, Basiléia, Lausana e Genebra foram obrigados a abandonar suas cidades e o território. 
Um observador contemporâneo, Willian Farel, escreveu: “Ao sermão de João Calvino na antiga igreja de São Pedro seguiu-se desordens em que se destruíram imagens, quadros e tesouros antigos das igrejas”. 
  
5- Escócia: 
  
John Knox, pai do presbiteranismo, mandou queimar na fogueira cerca de 1.000 mulheres, acusadas de bruxaria. 
A inquisição suspendeu sistematicamente o Catolicismo nas áreas protestantes. 
  
6- Roma: 
  
O Saque de Roma foi um dos episódios mais sangrentos da Reforma Protestante. No dia 6 de maio de 1527, legiões luteranas do exército imperial de Carlos V invadiram a cidade. 
Um texto veneziano, daquela época, afirma que: “o inferno não é nada quando comparado com a visão da Roma atual”. 
Os soldados luteranos nomearam Lutero “papa de Roma”. 
Todos os doentes do Hospital do Espírito Santo foram massacrados em seus leitos. Os palácios foram destruídos por tiros de canhões, com os seus habitantes dentro. Os crânios dos Apóstolos São João e Santo André serviram para os jogos esportivos das tropas. Centenas de cadáveres de religiosas, leigas e crianças violentadas – muitas c om lanças incrustadas em seu sexo – foram atirados no rio Tibre. As igrejas, inclusive a Basílica de São Pedro, foram convertidas em estábulos e foram celebradas missas “profanas”. 
Gregório afirma a respeito: “Alguns soldados embriagados colocaram ornamentos sacerdotais em um asno e obrigaram um sacerdote a conferir-lhe a comunhão. O sacerdote engoliu a forma e seus algozes o mataram mediante terríveis tormentos”. 
Conta o Padre. Mexia: “Depois disso, sem diferenciar o sagrado e o profano, toda a cidade foi roubada e saqueada, inexistindo qualquer casa ou templo que não foi roubado ou algum homem que não foi preso e solto apenas após o resgate”. 
O butim foi de 10 milhões de ducados, uma soma astronômica para a época. Dos 55.000 habitantes de Roma, apenas 19.000 sobreviveram. 
  
Parte VII – Os Reformadores Protestantes. Ódio perpetuo: 
  
1- Lutero: 
  
Em 1520, escreveu em seu “Epítome”: 
“(…) francamente declaro que o verdadeiro anticristo encontra-se entronizado no templo de Deus e governa em Roma (a empurpurada Babilônia), sendo a Cúria a sinagoga de Satanás (…) Se a fúria dos romanistas não cessar, não restará outro remédio senão os imperadores, reis e príncipes reunidos com forças e armas atacarem a essa praga mundial, resolvendo o assunto não mais com palavras, mas com a espada (…) Se castigamos os ladrões com a forca, os assaltantes com a espada, os hereges com a fogueira, por que não atacamos com armas, com maior razão, a esses mestres da perdição, a esses cardeais, a esses papas, a todo esse ápice da Sodoma romana, que tem perpetuamente corrompido a Igreja de Deus, lavando assim as nossas mãos em seu sangue?” 
Em um folheto intitulado â �œContra a Falsamente Chamada Ordem Espiritual do Papa e dos Bispos”, de julho de 1522, ele declarou: 
“Seria melhor que se assassinassem todos os bispos e se arrasassem todas as fundações e claustros para que não se destruísse uma só alma, para não falar já de todas as almas perdidas para salvar os seus indignos fraudadores e idólatras. 
Que utilidade tem os que assim vivem na luxúria, alimentando-se com o suor e o sangue dos demais?” 
Em outro folheto, “Contra a Horda dos Camponeses que Roubam e Assassinam”, ele dizia aos príncipes: 
“Empunhai rapidamente a espada, pois um príncipe ou senhor deve lembrar neste caso que é ministro de Deus e servidor da Sua ira (Romanos 13) e que recebeu a espada para empregá-la contra tais homens (…) Se pode castigar e não o faz – mesmo que o castigo consista em tirar a vida e derramar sangue – é culpável de todos os assassinatos e todo o mal que esses homens co meterem”. 
  
Em julho de 1525, Lutero escrevia em sua “Carta Aberta sobre o Livro contra os Camponeses”: 
“Se acreditam que esta resposta é demasiadamente dura e que seu único fim e fazer-vos calar pela violência, respondo que isto é verdade. Um rebelde não merece ser contestado pela razão porque não a aceita. Aquele que não quer escutar a Palavra de Deus, que lhe fala com bondade, deve ouvir o algoz quando este chega com o seu machado (…) Não quero ouvir nem saber nada sobre misericórdia”. 
Sobre os judeus, assim dizia em suas famosas “Cartas sobre a Mesa”: 
“Quem puder que atire-lhes enxofre e alcatrão; se alguém puder lançá-los no fogo do inferno, tanto que melhor (…) E isto deve ser feito em honra de Nosso Senhor e do Cristianismo. Sejam suas casas despedaçadas e destruídas (…) Sejam-lhes confiscados seus livros de orações e talmudes, bem como toda a sua Bíblia. Proíba-se seus rabinos de ensinar, sob pena de morte, de agora em diante. E se tudo isso for pouco, que sejam expulsos do país como cães raivosos”. 
Em seus “Comentários ao Salmo 80?, Lutero aconselhava aos governantes que aplicassem a pena de morte a todos os hereges. 
Melanchton, o teólogo luterano da Reforma, aceitou ser o presidente da inquisição protestante, com sede na Saxônia. Ele apresentou um documento, em 1530, no qual defendia o direito de repressão à espada contra os anabatistas. Lutero acrescentou de próprio punho uma nota em que dizia: “Isto é de meu agrado”. Convencido de que os anabatistas arderiam no fogo do Melanchton os perseguia com a justificativa de que “por que precisamos ter mais piedade com essas pessoas do que Deus?” 
  
2- Calvino: 
  
Em seus “Institutos”, declarou: “Pessoas que persistem nas superstições do anticristo romano devem ser reprimidas pela espada”. 
Em 1547, James Gruet publicou uma nota criticando Calvino e foi preso, torturado no potro duas vezes por dia durante um mês e, finalmente, sentenciado à morte por blasfêmia. Seus pés foram pregados a uma estaca e sua cabeça foi cortada. 
Em 1555, os irmãos Comparet foram acusados de libertinagem, executados e esquartejados. Seus restos mortais foram exibidos em diferentes partes de Genebra. 
  
3- Zwínglio: 
  
Em 1525, começou a perseguir os anabatistas de Zurique. As penas iam desde o afogamento no lago ou em rios até a fogueira. 
Diante tanto ódio vemos a sabedoria na pessoa do Papa Alexandre III que escreveu: 
"Mais vale absolver culpados do que, por excessiva severidade, atacar a vida de inocentes... A mansidão mais convém aos homens da Igreja do que a dureza". 
Como se não bastasse, a violência não foi exercida apenas contra os católicos. Os reformadores foram violentos entre si. 
Lutero disse: “Ecolampaio, Calvino e outros hereges semelhantes possuem demônios sobre demônios, têm corações corrompidos e bocas mentirosas”. Por ocasião da morte de Zwínglio afirmou: “Que bom que Zwínglio morreu em campo de batalha! A que classe de triunfo e a que bem Deus conduziu os seus negócios!”, e também: “Zwínglio está morto e condenado por ser ladrão, rebelde e levar outros a seguir os seus erros”. 
Zwínglio também atacava Lutero: “O demônio apoderou-se de Lutero de tal modo que até nos faz crer que o possui por completo. Quando é visto entre os seus seguidores, parece realmente que uma legião o possui”. 
  
ROSSEAU em sua obra “Filosofia Positiva”, escreveu: 
“A intolerância do Protestantismo certamente n ão foi menor do que a do Catolicismo e, com certeza, mais reprovável”. 
  
Parte VIII – Esclarecendo alguns episódios distorcidos ao longo da historia:1º - Em 1208 exterminaram os cristãos Albaneses: 
Nenhuma bula papal pregou a violência, nem a morte de hereges. A história registra: "Foram numerosos os cânones dos concílios que, excomungando os hereges e proibindo os cristãos de lhes darem asilo, não admitiam que se utilizassem contra eles a pena de morte. Deviam bastar as penas espirituais ou, quando muito, as penas temporais moderadas." (Daniel-Rops, História da Igreja de Cristo, vol. III, A Igreja das Catedrais e das “Cruzadas”, Quadrante, pp. 605-606). 
  
O Papa Alexandre III escreveu: "Mais vale absolver culpados do que, por excessiva severidade, atacar a vida de inocentes... A mansidão mais convém aos homens da Igreja do que a dureza". 
  
H. C. Lea – historiador protestante e possuidor do maior acer vo a respeito da Inquisição - cita 47 bulas nas quais a Santa Sé continuamente insiste na jurisprudência que deve se observar nos tribunais eclesiásticos. Alertam para não cair na violência e injustiças freqüentes dos juizes leigos. (Hansen, Zauberwahn..., op. cit., pp. 24s). 
É sabido que, alguns cristãos, enviados para convertê-los, longe do controle do Papa desentenderam-se em lamentável confronto com estes maus católicos apostatas, os Albigenses, que pregavam que satã era outro deus, rejeitavam os sacramentos, declaravam ser pecado casar, eram sexualmente permissivos, evitavam a gravidez e encorajavam o aborto. É uma heresia chamarestes de “cristãos Albigenses” pois estes eram dualistas, tinham também Satã, como deus. (Enciclopédia Encarta 99). É também uma falsidade, querer atribuir isso a Igreja. Seria o mesmo que condená-la por causa de Judas Scariotes. 
  
2º - O FRADE TORQUEMADA, anos 1420-98, comandou por 8 anos a morte de 10.200 protestantes e intelectuais queimados vivos, foi horrível! – o bispo Hooper foi queimado com fogo insuficientemente e gritada: "Mais lenha, aumente o fogo!" Ao seu lado numa caixa estava o papel de perdão, bastava retratar-se, mas não o fez!: 
  
O monge TORQUEMADA morreu em 1498, o protestantismo é de 1517. Em 1483, este monge foi dispensado à trabalhar para os reis Isabel e Fernando, que o usaram politicamente, sem vínculo com a Igreja. E para a surpresa do fantasioso “pastor”, que deu gritinhos de “foi horrível!”, e inventava a morte de “10.200”, desmoralizamo-lo: o grande historiador Agostino Borromeu, constatou que dos 125.000 processos de sua história, a Inquisição espanhola condenou à morte 59 pessoas, longe do aval do Papa. Ou seja, condenou-se apenas 1,8% e destes, 1,7% eram bonecos queimados em lugar dos ausentes. Os tribunais eclesiásticos foram muito mais indulgentes, que os civis e protestantes que mataram 25.000 só na Alemanha, sendo o matador recordista o luterano Benedict Carpzov que matou 20.000 mulheres, Fontes: (Agência Zenit, Sunday, June 20, 2004 1:17 PM), (Benedict Carpzov, Practica Nova Rer. Criminalium Imperialis Saxonica in 3 Partes Div., Wittenberg, 1635.), Como vemos, o embusteiro andou contabilizando bonecos queimados como “protestantes”. Agora ele sabe porquê nunca pediram indenização por terem parentes mortos pela Igreja. Tem mais, seu citado “bispo Hopper” foi morto pela rainha Maria I, filha do protestante rei Henrique VIII. Não pela Igreja Católica. 
  
4º - Carlos V anos 1500-58, eliminou por ordem do papa 50 mil cristãos alemães: 
  
Carlos V, era imperador germânico, reconheceu a divisão religiosa do Império, legalizando, pela primeira vez, o luteranismo na Alemanha. Embora não tenha permitido uma satisfação completa, garantiu 50 anos de paz religiosa na Alemanha. Nunca recebeu “ordem” de algum Papa. Na batalha de Mühlberg, em 1547, repeliu e venceu um insurgente e armadíssimo exército protestante, chamado de Liga Esmalcalda. Que fique claro, esta batalha foi política e não religiosa. 
  
5º - O Papa Pio V anos 1566-72, exterminou 100.000 Anabatistas: 
  
Aos 25/6/1535, o povo da cidade alemã de Münster, exterminou os invasores e POLÍGAMOS anabatistas, outros 30 mil e seu líder Thomas Munzer, foram exterminados pela vontade de Lutero, conforme registro oficial d a história. (VEIT, Valentim, História Universal, Livraria Martins Ed, SP, 1961, Tomo II, pp. 248-249). (Revista Pergunte & Responderemos. 03/97). 
  
6º - O Papa Gregório XIII anos 1572-85, organizou com os jesuítas o extermínio dos protestantes franceses e na noite de 24 de agosto de 1572 mataram 70 mil deles! – Esse papa comemorou mandando que as Igrejas cantassem o TE DEUN, trocassem presentes e cunhou moedas comemorativas as massacre: 
  
Este fato envolvendo disputas políticas entre a Rainha Catharina de Medici e o protestante almirante Coligny, aconteceu na França, quando o Papa estava em Roma e os Jesuítas ausentes àquele casamento da filha da rainha com um protestante. Uma falsa notícia, sem outros meios de comunicação na época, chegou a Roma dando conta que os huguenotes haviam atentado contra o rei e a rainha, que teriam vencido os huguenotes bravamente escapando ilesos. 
  
Sendo todos em Roma amigos do rei e da rainha franceses, festejaram sua resistência, ocasião em que o Papa Gregório XIII, sem maldade e diplomaticamente, solicitou em ação de graças que se cumprissem todas as cerimônias de praxe. Diz um documento da época: "Mesmo em Paris, muita gente se enganou; e o próprio Parlamento condenou retrospectivamente o almirante Coligny (líder protestante) a ser queimado em effigie por causa do criminoso atentado." (DEVIVIER, Pe. W., SJ. Curso de Apologetica Christã, 3ª ed., São Paulo: Melhoramentos, 1925, pp. 426-429). A conclusão que se tira é de uma mera questão política entre a rainha Catharina e o político protestante Coligny. 
  
7º - Em 1590 o catolicismo eliminou uns 200 mil cristãos Huguenotes: 
  
Em 1593, o novo líder dos protestantes huguenotes, Henrique IV, que escapou do citado massacre da rainha, converteu-se voluntariamente e d efinitivamente ao Catolicismo, este proclamou o Edito de Nantes, que trouxe a paz. Se fosse a Igreja que tivesse exterminado os protestantes huguenotes, como iría seu líder se converter ao Catolicismo??? 
  
Em 1572, Catarina de Médicis, mãe do Rei Carlos IX, temendo que o almirante Gaspard de Coligny influenciasse seu filho a fazer guerra à Espanha ordena um atentado contra a vida do almirante, que sobrevive. 
Poucos dias antes, numa tentativa de apaziguar os ânimos entre as partes, a irmã do rei, Margarida de Valois, havia se casado com o líder protestante Henrique de Navarra (na verdade ele"se converteu"apenas para que pudesse se casar). 
A tensão entre os huguenotes (liderados por Coligny) e a família real aumenta depois do atentado e descamba em conflitos de rua que se tornam um verdadeiro massacre. Gaspar de Coligny é assassinado a mando de Henrique de Guise, prefeito de Paris, numa vingança familiar (havia fortes suspeitas de que Coligny fos se o mandante do assassinato do pai de Henrique de Guise, nove anos antes). 
  
Quando Carlos IX morre Henrique III, seu irmão, assume o trono; Henrique de Guise inicia uma guerra contra o rei por sua política favorável aos huguenotes; Henrique de Navarra, cunhado do rei também entra na guerra, como líder do exército huguenote. Henrique III celebra a paz com o cunhado e os dois se unem contra o prefeito de Paris. A mando do Rei, Henrique de Guise é assassinado.O Rei morre no dia seguinte pelas mãos de um partidário de Guise. 
Na falta de filhos ou irmãos o nome levantado para assumir o trono é o de Henrique de Navarra, cunhado do falecido rei, que se torna Henrique IV A população de Paris não aceita um Rei protestante e Henrique não consegue entrar na cidade com suas tropas. Nessa ocasião ele proclama a célebre frase: "Paris vaut bien une messe" ("Paris vale bem uma missa") e se "converte" novamente, dessa vez em caráter definitivo ao catolicismo para assim ganhar a simpatia da população e dos líderes políti cos da cidade de Paris e poder tornar-se rei de fato. 
Repetindo... "Paris vaut bien une messe" cunho totalmente politico. 
  
8º - O Monarca alemão Fernando II anos 1578-1637 instigado pelos jesuítas começou uma guerra de extermínio aos protestantes; essa guerra religiosa terminou em guerra política e tirou a vida de 15 milhões de pessoas: 
  
Omitindo que os luteranos promoveram o maior massacre da história da humanidade, segundo Maurice Andrieux, no dia 6 de maio de 1527, quando saquearam Roma. Nunca os Jesuítas se juntaram a este imperador. 
  
Parte IX – Referências: 
A Inquisição em seu Mundo - João Brenardino Gonzaga - professor da USP 
  
Heresias Medievais - Nachman Falbel 
Manual do Inquisidor - Bernard Guy 
Histoire de l´ Inquisition au Moyen Âge - Jean Guiraud 
L´Épóppée Cathare - Michel Roquebert 
Les Cathares - Arno Borst 
Histoire des Cathares - Jean Duvernoy 
El Tribunal de la Inquisición - Fernando Ayllon 
Personajes de la Inquisición - William T. Walsh 
L’Inquisition - Henri Maisonneuve 
La Vera Storia dell Inquisizione - Rino Camilleri 
  
Procure também a respeito de Agostino Borromeo. Segundo ele: 
na Espanha, apenas 1,8% dos investigados pela Inquisição espanhola foram mortos. 
  
Henry Charles Lea - vasta obra nesse sentido. Alguns afirmam sobre sua obra (a respeito da Inquisição Espanhola): 
  
" The subject is an interesting one, and w e know of no other English book which throws so much light (SO MUCH LIGHT!) upon it. ... It should be understood that this book is the outcome of independent, first-hand investigation of the materials stored in the immense Spanish Archives." M. W. H. in The Sunday Sun, New York
  
Até a BBC: 
Agora, também a insuspeita emissora BBC de Londres vem refutar o mito da Inquisição como paradigma de terror. A notícia nos vem através do diário madrilenho "El Pais" (8-11-94), em artigo de Lola Galán, intitulado "A falsa história da Inquisição espanhola". 
Diz ela: 
"As sinistras salas de tortura dotadas de rodas dentadas, engrenagens quebra-ossos, grilhões e demais mecanismos aterradores só existiram na imaginação de seus detratores. O Santo Oficio (nome do Tribunal da Inquisição) viu-se frente a uma gigantesca máquina propagandística.” 
  
"Domingo, num programa noturno de maior audiência - Time Watch - a BBC mostrou o verdadeiro rosto do tribunal criado pelos Reis Católicos contra a heresia. Peritos do porte de Henry Kemen, Stephen Haliczer ou os professores José Álvares Junco e Jaime Contreras reconstituíram a verdadeira fisionomia de uma instituição intencionalmente desvirtuada. 
"Em cerca de 7 mil casos, aplica-se apenas em 2% algo parecido com a tortura. Em 350 anos de história, enquanto a lenda fala de milhões de assassinatos, a cifra real de vítimas situa-se entre 5 a 7 mil pessoas. 
"É paradoxal que tenha sido a prestigiosa BBC, a televisão estatal britânica, a encarregada de reconstituir a imagem de uma instituição espanhola". 
NOTE - "UMA INSTITUIÇÃO INTENCIONALMENTE DESVIRTUADA". 
  
Rino Camillieri, autor do livro La Vera Storia dell Inquisizione, ed. PIemme, Casale Monferrato, 2.001, afirma que em 50.000 processos in quisitoriais uma ínfima parte levaram à condenação à morte, e dessas só uma pequena minoria produziu efetivamente execuções. ( Cfr. op. cit , p. 17) Diz ainda esse autor que na principal cidade medieval --centro da heresia cátara-- , em um século, houve apenas 1% de sentenças à morte (Cfr. Op cit. p. 36). Um outro autor dá o número total de condenações à morte em Toulouse, durante 100 anos: 42 sentenças. 
  
AGOSTINO BORROMEO 
  
Em estudos recentes do Historiador Agostino Borromeo verificou que, relativo ao Tribunal Eclesiástico, este número não chegou a 100 mortos em toda a Europa, sendo estes crimes contra a vontade dos papas. 
  
Diz o renomado historiador em entrevista à agência eurpéia ZENIT . org, em 16 de junho de 2004: "Pelo que se refere às famosas "caçadas de bruxas", o historiador constatou que os tribunais eclesiásticos foram muito mais indulgentes que os civis. Dos 125.000 processos de sua história, a Inquisição espanhola condenou à morte 59 "bruxas". Na Itália, acrescentou, foram 36 e em Portugal 4. 
  
CREDITOS A JOÃO. 
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OBS: O que se deduz disso tudo é que na realidade a Igreja Católica levou a fama, enquanto foram os diferentes grupos de protestantes os grandes responsáveis por grandes morticínios. A Igreja Católica, através de seus Papas, sempre impôs limites e regras claras a este respeito, e condenou sempre os excessos. Sob a Igreja sempre os condenados tiveram direito à defesa, mas isso não acontecia entre os protestantes. 
  
De qualquer forma, se não tivesse havido a inquisição, o mundo medieval teria mergulhado profundamente no satanismo, e não haveria hoje uma civilização como a nossa. Além do que, todos os padres e bispos da Igreja que cometeram excessos,  foram condenados pela Igreja, e receberam também o castigo eterno. Um exemplo disso foi o bispo maligno que condenou Santa Joana Darc a fogueira. Ele está no abismo eterno. 
  
Fora disso, todos os que condenam a Igreja católica agem bestialmente, sem provas quaisquer, apenas pelo desejo sórdido de incendiar a opinião pública. Se eu for julgar alguém olhando pelo prisma de seu inimigo, sempre haverá condenação. A Igreja tem provas de que não fez, cabe aos inimigos provarem documentalmente o contrário. 

Fonte: recadosaaraao.com.br